Violência Doméstica contra a criança e o adolescente: desafios e possibilidades de intervenção

Violência Doméstica contra a criança e o adolescente: desafios e possibilidades de intervenção

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Colaboradores da Obra Social de Campinas se aprofundam no assunto em formação mensal

Os educadores da Obra Social São João Bosco, em Campinas (SP), abordaram o tema “Violência Doméstica contra a criança e o adolescente” na última formação de colaboradores, realizada no dia 31 de agosto. Cerca de 100 pessoas estiveram presentes e puderam entender mais sobre o tema.

O palestrante, Jefferson Bertholini – psicólogo especializado no estudo da violência cometida contra crianças e adolescentes -, fez um aprofundamento sobre o assunto, deu exemplos aos colaboradores e um treinamento de como identificar situações abusivas.

O psicólogo iniciou sua fala dizendo que a violência faz parte das relações humanas e que a violência doméstica, assim como outras situações violentas, se inicia de forma silenciosa e lenta, geralmente iniciada por uma ofensa verbal que se torna frequente. Assim, o agressor se aproveita da baixa autoestima do agredido, até que as agressões se tornem uma tortura mental, o que inclui humilhações públicas e privadas e até chantagens. 

Bertholini alertou os educadores para que ficassem atentos aos sinais de violência, fossem elas físicas, psicológicas, sexuais ou negligenciais e ainda observou que qualquer pessoa que seja responsável pela criança ou pelo adolescente, ainda que não esteja num ambiente doméstico, pode cometer este tipo de violência. “O ato de denegrir, diminuir, menosprezar alguém por conta de sua capacidade intelectual, competências técnicas, temperamentais ou afetivas já configura violência”, explica o psicólogo.

Além disso, Bertholini traçou um perfil da criança e do adolescente que sofre esta situação de violência em casa, dando como exemplo o fato de a criança estar sempre nervosa e em estado de alerta, faltar constantemente à escola ou ao serviço social, ter um baixo aproveitamento escolar, estar sempre depressiva, isolada, ser muito tímida e muito triste. 

Os educadores e colaboradores também aprenderam maneiras de identificar situações de violência sexual, em sinais físicos e comportamentais da criança ou do adolescente. Fatos como a criança ter roupas rasgadas ou manchadas de sangue, comportamento agressivo, alternância de humor, regressão a um comportamento infantilizado e distúrbios no sono são sinais de alerta os educadores.

Para finalizar, o palestrante falou sobre as possibilidades de intervir nestas situações, listando maneiras e exemplificando medidas preventivas que podem ser tomadas. “Primeiramente, é necessário conscientizar a sociedade sobre a violência doméstica, mas a violência que já aconteceu necessita de um trabalho com as famílias”, explica Bertholini. O psicólogo afirma que é necessário dar aos pais um outro meio de educar e cuidar de seus filhos, pois é provável que a maneira que eles conhecem e entendem é a violência. 

A formação de colaboradores contou, ainda, com a participação do Irmão Amiranda, Coordenador de Pastoral da obra, que trouxe reflexões sobre a Bíblia, uma vez que setembro é o mês dedicado a ela. O encontro também tratou da Conferência da Criança e do Adolescente, a ser realizada pelo município no mês de outubro, e buscou envolver os educadores na preparação das crianças e adolescente neste processo formativo e democrático. Por fim, os colaboradores realizaram um momento de mística, uma reflexão sobre o evangelho e o trabalho educativo.

Comunicação OSSJB - Mariana Ignácio

Comunicação OSSJB - Mariana Ignácio

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